Agora quando quer alguma coisa ou se quer referir a algo aponta e faz sons.
Continua muito bem disposta apesar de começar a querer tudo e por isso começar também a fazer umas birrinhas.
Dança muito e dá pulinhos de rabo no chão.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Consulta dos 9 meses (que já foi á mais de 1 semana)
Para registo fica:
Peso:9,8Kg
Altura:74 cm
Continua óptima e à partida já tem escola.
Peso:9,8Kg
Altura:74 cm
Continua óptima e à partida já tem escola.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Maria,
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis
Dia de Natal
Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
António Gedeão
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros— coitadinhos— nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra— louvado seja o Senhor!— o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
António Gedeão
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Gatinhar
Ao contrário das nossas previsões a nossa filha está a querer gatinhar.
Até sempre julgámos que ela começasse logo a andar e que não fosse gatinhar pois quando tentava só conseguia andar para trás mas ontem desapercebidamente começou a gatinhar. Timidamente, mas gatinhou.
Até sempre julgámos que ela começasse logo a andar e que não fosse gatinhar pois quando tentava só conseguia andar para trás mas ontem desapercebidamente começou a gatinhar. Timidamente, mas gatinhou.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
9 meses
O meu bébé faz hoje 9 meses. Quando penso nisto sinto o coração apertado.
O tempo passa a voar e a minha bébé está a crescer a uma velocidade galopante.
Aos 9 meses já tem vontade de andar. Pôe-se de pé num instante agarrada aos briquendos ou ao sofá.
Larga uma mão e fica ali a tentar equilibrar-se. De vez em quando cai porque se esquece que ainda não tem equilibrio para se suster sozinha. Começa agora a aparecer com algumas marcas, reflexo das suas tentativas de se pôr de pé e andar.
Quando agarramos nas suas mãozinhas dá uns passinhos lindos.
Tem um dentinho a nascer.
É a criança mais adorável do Mundo. É absolutamente feita à minha medida. Se pudesse escolher não mudava absolutamente nada.
Tem um olhar muito esperto e feliz e com os seus sons já quer dizer montes de coisas.
Percebe tudo.
Adora música e bate palminhas ao som da música. Já sabe pedir para pôr o DVD. Põe-se sentada em frente à TV desligada a cantar e a bater palmas. Dá muitas dentadas no queixo que se traduzem em beijinhos.
É uma criança muito feliz.
Adora crianças, animais, o vento, as àrvores, as luzes de Natal e está sempre bem disposta.
A palavra mamã já vai saindo em vez de nanan. Papá continua a ser tátá.
Não passa sem a mama mas adora comer comida de crescidos.
Não é nada esquisita e talvez por ter os dentes a nascer adora mastigar. Come banana à dentada mas se fôr passada não quer.
Continua a adormecer apenas na mama se fôr o sono da noite e não consegue passar a noite na cama dela.
O tempo passa a voar e a minha bébé está a crescer a uma velocidade galopante.
Aos 9 meses já tem vontade de andar. Pôe-se de pé num instante agarrada aos briquendos ou ao sofá.
Larga uma mão e fica ali a tentar equilibrar-se. De vez em quando cai porque se esquece que ainda não tem equilibrio para se suster sozinha. Começa agora a aparecer com algumas marcas, reflexo das suas tentativas de se pôr de pé e andar.
Quando agarramos nas suas mãozinhas dá uns passinhos lindos.
Tem um dentinho a nascer.
É a criança mais adorável do Mundo. É absolutamente feita à minha medida. Se pudesse escolher não mudava absolutamente nada.
Tem um olhar muito esperto e feliz e com os seus sons já quer dizer montes de coisas.
Percebe tudo.
Adora música e bate palminhas ao som da música. Já sabe pedir para pôr o DVD. Põe-se sentada em frente à TV desligada a cantar e a bater palmas. Dá muitas dentadas no queixo que se traduzem em beijinhos.
É uma criança muito feliz.
Adora crianças, animais, o vento, as àrvores, as luzes de Natal e está sempre bem disposta.
A palavra mamã já vai saindo em vez de nanan. Papá continua a ser tátá.
Não passa sem a mama mas adora comer comida de crescidos.
Não é nada esquisita e talvez por ter os dentes a nascer adora mastigar. Come banana à dentada mas se fôr passada não quer.
Continua a adormecer apenas na mama se fôr o sono da noite e não consegue passar a noite na cama dela.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Fruta
A Maria adora fruta. Qualquer fruta e especialmente se for ácida.
Tangerinas, laranjas ou clementinas acho que são as suas preferidas.
Este fim de semana estava eu a comer uma tangera e estávamos todos sentados à mesa. Ela brincava na sua cadeira distraída mas assim que se apercebeu que eu estava a comer protestou de imediato mesmo a querer dizer "também quero", de braços no ar e a fazer nanan nann .. Foi um fartote de rir à mesa.
Tangerinas, laranjas ou clementinas acho que são as suas preferidas.
Este fim de semana estava eu a comer uma tangera e estávamos todos sentados à mesa. Ela brincava na sua cadeira distraída mas assim que se apercebeu que eu estava a comer protestou de imediato mesmo a querer dizer "também quero", de braços no ar e a fazer nanan nann .. Foi um fartote de rir à mesa.
1º Dente
O 1º dente chegou ontem. Foi o papá que descobriu.
Viu uma coisita a brilhar, pôs lá o dedo e não é que era um dente.
Veio mais cedo do que estávamos à espera uma vez que os primos só tiveram dentes por volta de 1 ano de idade. À Maria vieram ainda com 8 meses.
É um dente inferior e do lado esquerdo.
Nunca se queixou nem teve febre.
Agora vamos entrar numa outra fase. Vou ter tantas saudades da minha filha sem dentes. Todas as fases vão ser assim, vão deixar umas saudades de apertar o coração.
Viu uma coisita a brilhar, pôs lá o dedo e não é que era um dente.
Veio mais cedo do que estávamos à espera uma vez que os primos só tiveram dentes por volta de 1 ano de idade. À Maria vieram ainda com 8 meses.
É um dente inferior e do lado esquerdo.
Nunca se queixou nem teve febre.
Agora vamos entrar numa outra fase. Vou ter tantas saudades da minha filha sem dentes. Todas as fases vão ser assim, vão deixar umas saudades de apertar o coração.
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