Com todo este problema a minha pequenina não tem sido falada.
É tão meiga a minha filha. Um doce. Tem palavras de carinho connosco com termos que por vezes me fazem chegar as lágrimas aos olhos. No outro dia dizia-me assim entre festinhas e beijinhos com olhos doces:"Então minha fofinha o que foi?", "Então meu docinho, ponto já passou."
Hoje quis levar uma flor que estava numa jarra para a professora e sempre que passa num jardim ou vê uma flor a crescer na calçada apanha para me oferecer.
Anda super maternal com os bebés que tem cá em casa. Quer que toda a gente lhes dê carinho e miminho como ela diz.
Se vê alguém com alguma dor quer logo tratar com beijinhos para ficar bom.
Mas também faz birras. Tem dias que as faz de manhã à noite UIUI...
terça-feira, 25 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Fases - “mãezice aguda”
Só quer a mãe!
2 ANOS – Parece ter sido atacado por “mãezice aguda”. É normal.
Quando lhe passará? O que fazer com tanta dependência?
Mãe há só uma e o Gonçalo, de dois anos e três meses, sabe-o bem. Mas, além disso, parece que para ele a mamã é a única pessoa do mundo! E por isso decidiu que apenas ela tratará dele: quer que seja a mãe a ler-lhe as histórias, a dar-lhe banho, a deitá-lo, a dar-lhe as boas noites...
Mas acontece que em casa dele também há um senhor alto e que pica quando lhe dá beijos chamado papá, de quem também gosta muito. “A sério que gosta de mim?”, interroga-se o pai. Na realidade não parece porque, quando é ele que o vai vestir ou dar-lhe o jantar, o Gonçalo chora desconsoladamente e não deixa de chamar pela mãe. Chegou inclusive a dar-lhe palmadas e a gritar desconsolado: “Tu não, quero a mãe”. E o pai fica de coração partido. O que se passa?
Na realidade, não está a recusar o pai por ser ele. E sim, gosta dele. O que acontece é que está a passar por uma fase de “mãezice aguda”, uma etapa na qual a mãe é a única pessoa que o faz sentir-se totalmente seguro. Ela é a sua figura de apego, a plataforma a partir de onde se vai lançar para explorar outras relações.
Então, por que espera? Ter um pouco mais de segurança, vencer certos medos próprios desta idade. Simplesmente necessita de um pouco de ajuda para poder confiar nos outros. E isso consegue-se passando tempo com mais gente, mas sabendo que a mamã está sempre ali para o que for necessário. Sem pressa, e sobretudo sem o forçar, aumentará a sua autonomia. E à hora do banho, do jantar ou da leitura de histórias será igualmente divertida com o papá. Ou com a avó, a vizinha, os tios, os amigos... Embora a mãe continue a ser a melhor do mundo para ele.
É frequente?
A maioria das crianças tem na mãe a sua referência mais próxima até que começam a ir à escola. Quando são bebés, e embora o pai também se ocupe deles, costuma ser a mãe quem se encarrega de satisfazer a maioria das suas necessidades, algumas tão básicas como dar peito. Depois, entre os 10 e os 18 meses, parece que já é mais autónomo porque começa a andar, a explorar a casa, a pedir o que quer... Contudo, continua a necessitar dos pais com a mesma intensidade. Está a aprender como é o mundo, mas a maioria das coisas que o rodeiam é estranha e ameaçadora. Daí que procure algo a que se possa agarrar... e se for a mão da mamã, melhor.
Quando era mais pequeno e ela se afastava, sofria do que se conhece como angústia da separação. Era incapaz de entender que não lhe aconteceria nada se ela não estivesse por perto, e demonstrava-o da única forma que sabia: chorando. Com dois anos, pode-lhe acontecer algo parecido: será uma etapa passageira que esquecerá em pouco tempo, quando compreender que quando a mãe não está, não há problema e, além disso, vai voltar!
Mas porquê agora? Quando parecia não ter problemas em ficar com qualquer adulto dá um passo atrás e exige outra vez, e insistentemente, a presença da mãe? Porque entre os dois e os três anos as crianças começam a socializar mais e a relacionar-se com outras pessoas: começam a abrir-se ao mundo, fazem amizades, passam mais tempo no parque a brincar com outras crianças... Tudo isso implica conhecer muita gente nova e, ao princípio, podem sentir-se mais cómodos se a mãe estiver perto para lhes dar segurança.
Ciúmes, medos...
Mas, além disso, podem dar-se outras circunstâncias pelas quais a criança a reclame com urgência, e quase sempre estão relacionadas com as mudanças. Por exemplo, a chegada de um irmão pode virar o seu mundo de pernas para o ar. O único método que conhecem para chamar a atenção é deixar que os seus cuidados (pequeno-almoço, lavagem dos dentes, hora de se vestir, de dormir...) recaiam unicamente nas mãos da mãe. De facto, para a criança, é a mãe que se esqueceu dela.
O mesmo acontece se ela sempre esteve em casa e volta ao trabalho depois da licença. Nesse caso, a “mãezice” é quase impossível de evitar. Embora neste caso se conte com uma vantagem: pode-se preparar a criança para que a separação não seja traumática. Semanas antes de a mamã voltar ao trabalho, outras pessoas podem começar, a pouco e pouco, a tratar dela.
Mas também há outras mudanças menos drásticas, como uma casa ou uma ama nova, que podem fazer disparar os alarmes. Então, por muito que o papá o proponha, a criança decidirá que repartir as tarefas em casa não é uma opção. No que a ela lhe diz respeito, a mamã é a “encarregada”. Para tranquilidade de todos, este tipo de “mãezice” não costuma alargar-se durante mais de algumas semanas. Se persistir, haverá que procurar outras causas.
Há solução?
Embora num primeiro momento a maioria dos pais viva este tipo de situações com angústia, a verdade é que há solução. E é mais simples do que poderia parecer à primeira vista: trata-se de gerar na criança uma certa confiança e autonomia, para que assim deixe de sentir insegurança quando não está com a mãe.
Como? Em primeiro lugar, é importante que aprenda a brincar sozinho. Se resistir, podemos idealizar um plano. Por exemplo, começamos a brincar com ele aos legos. Passado um bocado, deixamo-lo continuar sozinho: vamo-nos movimentando pela casa, mas continuamos em contacto com ele falando-lhe e elogiando-o pela forma como o faz. Trata-se de fazer com que a criança saiba que estamos ali, embora esteja sozinha no quarto.
Também convém tentá-lo a fazer coisas com os demais. Por exemplo, deixamo-lo alguns minutos (não mais de meia hora) a sós com o papá. Ao princípio, esse bocadinho tem que ser especial: uma história, um jogo, uns minutos para voar pelos ares... As tarefas menos divertidas, como a lavagem do cabelo, é melhor serem feitas pela mamã. Trata-se de aproveitar o momento de intimidade entre pai e filho ao máximo. Em poucos dias, já se pode começar com as tarefas menos queridas, mas procurando introduzir momentos lúdicos.
Foi o que fez Pedro, o pai de Maria, de quase três anos. A menina negava-se a meter-se na banheira se a mamã não estivesse. Assim, teve uma ideia: organizar, todas as noites, uma corrida de barcos na água. O problema era que a mãe não sabia navegar, assim só ele e a filha podiam competir. Maria entusiasmou-se tanto que começou a reclamar o pai todas as noites. De manhã, no pequeno-almoço, Pedro contava os detalhes da corrida e preparava a estratégia para a corrida seguinte.
Passo a passo
▪ Em casa o casal divide as tarefas por igual? As crianças adoram as rotinas e necessitam de fazer coisas todos os dias da mesma forma. Se é a mãe quem sempre se ocupou de cuidar da criança, é normal que recuse o pai se de repente, sem aviso prévio, pretender “usurpar” o posto da mamã.
▪ As crianças que desde pequenas estão habituadas a passar tempo com os avós, os tios... costumam ser mais independentes. Também passam por fases de apego excessivo à mãe, mas têm mais recursos para as superar.
▪ Embora sejam pequenos para fazer certas coisas, se mostrarem interesse em segurar a colher sozinhos ou em vestir-se sem ajuda, deveremos deixar que tentem fazê-lo. Desta forma, irão desenvolvendo a autonomia que necessitam para ser independentes.
▪ As crianças vão aprendendo a separar-se dos pais. Mas também os pais têm que aprender a separar-se dos filhos. Se os adultos encararem essa separação com calma, irão transmitir tranquilidade e segurança aos filhos e tudo será mais fácil.
▪ Tal como acontece na integração da criança na escola, também aqui é melhor que a separação mãe-filho seja gradual: num dia um bocadinho, no outro um bocadinho um pouco mais longo...
Sem pressões
Em casa de Laura é um dia especial: há convidados. Quando tocam à porta e vê entrar um montão de gente, corre para as saias da mãe. Todos olham para ela e dizem-lhe coisas com um grande sorriso mas, quanto mais esforços fazem para lhe dar um beijo, mais ela se agarra às pernas da mãe. O que fazer? Pois, mesmo que a situação possa ser algo embaraçosa, não é bom forçá-la a cumprimentar e deixar-se pegar por estranhos. As crianças, da mesma maneira que os adultos, precisam do seu tempo antes de terem certas confianças. E pressioná-las para o fazer antes de estarem preparadas não serve de nada. Pouco a pouco, quando estiver à vontade e deixar de se sentir “vigiada” irá relaxar. Entretanto, é melhor dar-lhe espaço.
Fonte: Bebé d’hoje – Dezembro 2008
2 ANOS – Parece ter sido atacado por “mãezice aguda”. É normal.
Quando lhe passará? O que fazer com tanta dependência?
Mãe há só uma e o Gonçalo, de dois anos e três meses, sabe-o bem. Mas, além disso, parece que para ele a mamã é a única pessoa do mundo! E por isso decidiu que apenas ela tratará dele: quer que seja a mãe a ler-lhe as histórias, a dar-lhe banho, a deitá-lo, a dar-lhe as boas noites...
Mas acontece que em casa dele também há um senhor alto e que pica quando lhe dá beijos chamado papá, de quem também gosta muito. “A sério que gosta de mim?”, interroga-se o pai. Na realidade não parece porque, quando é ele que o vai vestir ou dar-lhe o jantar, o Gonçalo chora desconsoladamente e não deixa de chamar pela mãe. Chegou inclusive a dar-lhe palmadas e a gritar desconsolado: “Tu não, quero a mãe”. E o pai fica de coração partido. O que se passa?
Na realidade, não está a recusar o pai por ser ele. E sim, gosta dele. O que acontece é que está a passar por uma fase de “mãezice aguda”, uma etapa na qual a mãe é a única pessoa que o faz sentir-se totalmente seguro. Ela é a sua figura de apego, a plataforma a partir de onde se vai lançar para explorar outras relações.
Então, por que espera? Ter um pouco mais de segurança, vencer certos medos próprios desta idade. Simplesmente necessita de um pouco de ajuda para poder confiar nos outros. E isso consegue-se passando tempo com mais gente, mas sabendo que a mamã está sempre ali para o que for necessário. Sem pressa, e sobretudo sem o forçar, aumentará a sua autonomia. E à hora do banho, do jantar ou da leitura de histórias será igualmente divertida com o papá. Ou com a avó, a vizinha, os tios, os amigos... Embora a mãe continue a ser a melhor do mundo para ele.
É frequente?
A maioria das crianças tem na mãe a sua referência mais próxima até que começam a ir à escola. Quando são bebés, e embora o pai também se ocupe deles, costuma ser a mãe quem se encarrega de satisfazer a maioria das suas necessidades, algumas tão básicas como dar peito. Depois, entre os 10 e os 18 meses, parece que já é mais autónomo porque começa a andar, a explorar a casa, a pedir o que quer... Contudo, continua a necessitar dos pais com a mesma intensidade. Está a aprender como é o mundo, mas a maioria das coisas que o rodeiam é estranha e ameaçadora. Daí que procure algo a que se possa agarrar... e se for a mão da mamã, melhor.
Quando era mais pequeno e ela se afastava, sofria do que se conhece como angústia da separação. Era incapaz de entender que não lhe aconteceria nada se ela não estivesse por perto, e demonstrava-o da única forma que sabia: chorando. Com dois anos, pode-lhe acontecer algo parecido: será uma etapa passageira que esquecerá em pouco tempo, quando compreender que quando a mãe não está, não há problema e, além disso, vai voltar!
Mas porquê agora? Quando parecia não ter problemas em ficar com qualquer adulto dá um passo atrás e exige outra vez, e insistentemente, a presença da mãe? Porque entre os dois e os três anos as crianças começam a socializar mais e a relacionar-se com outras pessoas: começam a abrir-se ao mundo, fazem amizades, passam mais tempo no parque a brincar com outras crianças... Tudo isso implica conhecer muita gente nova e, ao princípio, podem sentir-se mais cómodos se a mãe estiver perto para lhes dar segurança.
Ciúmes, medos...
Mas, além disso, podem dar-se outras circunstâncias pelas quais a criança a reclame com urgência, e quase sempre estão relacionadas com as mudanças. Por exemplo, a chegada de um irmão pode virar o seu mundo de pernas para o ar. O único método que conhecem para chamar a atenção é deixar que os seus cuidados (pequeno-almoço, lavagem dos dentes, hora de se vestir, de dormir...) recaiam unicamente nas mãos da mãe. De facto, para a criança, é a mãe que se esqueceu dela.
O mesmo acontece se ela sempre esteve em casa e volta ao trabalho depois da licença. Nesse caso, a “mãezice” é quase impossível de evitar. Embora neste caso se conte com uma vantagem: pode-se preparar a criança para que a separação não seja traumática. Semanas antes de a mamã voltar ao trabalho, outras pessoas podem começar, a pouco e pouco, a tratar dela.
Mas também há outras mudanças menos drásticas, como uma casa ou uma ama nova, que podem fazer disparar os alarmes. Então, por muito que o papá o proponha, a criança decidirá que repartir as tarefas em casa não é uma opção. No que a ela lhe diz respeito, a mamã é a “encarregada”. Para tranquilidade de todos, este tipo de “mãezice” não costuma alargar-se durante mais de algumas semanas. Se persistir, haverá que procurar outras causas.
Há solução?
Embora num primeiro momento a maioria dos pais viva este tipo de situações com angústia, a verdade é que há solução. E é mais simples do que poderia parecer à primeira vista: trata-se de gerar na criança uma certa confiança e autonomia, para que assim deixe de sentir insegurança quando não está com a mãe.
Como? Em primeiro lugar, é importante que aprenda a brincar sozinho. Se resistir, podemos idealizar um plano. Por exemplo, começamos a brincar com ele aos legos. Passado um bocado, deixamo-lo continuar sozinho: vamo-nos movimentando pela casa, mas continuamos em contacto com ele falando-lhe e elogiando-o pela forma como o faz. Trata-se de fazer com que a criança saiba que estamos ali, embora esteja sozinha no quarto.
Também convém tentá-lo a fazer coisas com os demais. Por exemplo, deixamo-lo alguns minutos (não mais de meia hora) a sós com o papá. Ao princípio, esse bocadinho tem que ser especial: uma história, um jogo, uns minutos para voar pelos ares... As tarefas menos divertidas, como a lavagem do cabelo, é melhor serem feitas pela mamã. Trata-se de aproveitar o momento de intimidade entre pai e filho ao máximo. Em poucos dias, já se pode começar com as tarefas menos queridas, mas procurando introduzir momentos lúdicos.
Foi o que fez Pedro, o pai de Maria, de quase três anos. A menina negava-se a meter-se na banheira se a mamã não estivesse. Assim, teve uma ideia: organizar, todas as noites, uma corrida de barcos na água. O problema era que a mãe não sabia navegar, assim só ele e a filha podiam competir. Maria entusiasmou-se tanto que começou a reclamar o pai todas as noites. De manhã, no pequeno-almoço, Pedro contava os detalhes da corrida e preparava a estratégia para a corrida seguinte.
Passo a passo
▪ Em casa o casal divide as tarefas por igual? As crianças adoram as rotinas e necessitam de fazer coisas todos os dias da mesma forma. Se é a mãe quem sempre se ocupou de cuidar da criança, é normal que recuse o pai se de repente, sem aviso prévio, pretender “usurpar” o posto da mamã.
▪ As crianças que desde pequenas estão habituadas a passar tempo com os avós, os tios... costumam ser mais independentes. Também passam por fases de apego excessivo à mãe, mas têm mais recursos para as superar.
▪ Embora sejam pequenos para fazer certas coisas, se mostrarem interesse em segurar a colher sozinhos ou em vestir-se sem ajuda, deveremos deixar que tentem fazê-lo. Desta forma, irão desenvolvendo a autonomia que necessitam para ser independentes.
▪ As crianças vão aprendendo a separar-se dos pais. Mas também os pais têm que aprender a separar-se dos filhos. Se os adultos encararem essa separação com calma, irão transmitir tranquilidade e segurança aos filhos e tudo será mais fácil.
▪ Tal como acontece na integração da criança na escola, também aqui é melhor que a separação mãe-filho seja gradual: num dia um bocadinho, no outro um bocadinho um pouco mais longo...
Sem pressões
Em casa de Laura é um dia especial: há convidados. Quando tocam à porta e vê entrar um montão de gente, corre para as saias da mãe. Todos olham para ela e dizem-lhe coisas com um grande sorriso mas, quanto mais esforços fazem para lhe dar um beijo, mais ela se agarra às pernas da mãe. O que fazer? Pois, mesmo que a situação possa ser algo embaraçosa, não é bom forçá-la a cumprimentar e deixar-se pegar por estranhos. As crianças, da mesma maneira que os adultos, precisam do seu tempo antes de terem certas confianças. E pressioná-las para o fazer antes de estarem preparadas não serve de nada. Pouco a pouco, quando estiver à vontade e deixar de se sentir “vigiada” irá relaxar. Entretanto, é melhor dar-lhe espaço.
Fonte: Bebé d’hoje – Dezembro 2008
De férias
O 1º período de época balnear para a Maria começou este fim de semana.
Esta semana ficou de férias em Portimão com o avô Xitó. Chama por nós e chora de vez em quando mas penso que vai ser uma boa semana para ela.
Esta semana ficou de férias em Portimão com o avô Xitó. Chama por nós e chora de vez em quando mas penso que vai ser uma boa semana para ela.
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