sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A nossa filha cresce a olhos vostos.
Ainda ontem olhava para ela e notava que tinha dado mais um pulo.
Tenho uma pena enorme que cresça. Adoro tê-la pequenina. Passo os dias a comtempla-la e a brincar com ela.
Alinha em todas as brincadeiras e está sempre bem disposta.
Por outro lado é com os pequenos progressos que faz todos os dias que me babo e me surpreendo todos os dias também.
É esta alegria de a ver crescer que nos últimos meses tem movido as nossas vidas.
Olhar para aqueles olhos brilhantes e atentos que procuram em todo o lado algo novo para descobrir.
Nestas alturas tenho pena de não ter o dom da palavra para poder escrever as coisas tão bonitas que estão cá dentro e que gostava de guardar para recordar quando a nostalgia destes tempos chegar.
Todos os dias quando chego do trabalho está a dormir a sesta da tarde. Quando acorda eu já lá estou e faz-me o sorriso mais lindo e sincero que aquece qualquer coração. Estica os bracinhos e pede colo. Depois quer brincar. Quer conversar, quer bater palminhas e fazer adeus.
Gosta dos cães lá de casa e o ladrar fá-la dar um pulo de susto mas não chora. Na cozinha, sentada na espreguiçadeira bate com a mão na perna e dá gritinhos para chamar o Gaspar. Ele vem com muito respeito. É enorme ao pé dela. Ainda assim ela olha para mim como que a perguntar se ele faz mal e como lhe sorrio ela sorri também.
É feliz e faz-nos muito felizes.

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